SANDÁLIAS DO PIRATA

30/07/2011

“UM IDIOTA PERDEU A MODÉSTIA”

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 4:41 PM

O Ministro da Defesa parece ter perdido a modéstia.

Talvez ele se acredite algo que não é. A velha história de não saber controlar a verborragia diante de um holofote.

Talvez ele esteja assumindo bico e pena de ave; saindo do armário definitivamente, colocando de lado a prudência que o cargo merece. Sem falar na falta de inteligência e da pouca habilidade política, que o cargo exige.

Nelson Jobim foi ministro de FHC, o nefasto, de Lula e, agora, de Dilma. Está à beira de ser demitido por causa de seu comportamento.

Não pelo fato de ter votado em José serra nas últimas eleições, afinal, é maior de idade e livre para votar em que quiser. Mas por ter declarado o voto em entrevista publicada esta semana.

Apesar de filiado ao PMDB, todos sabiam qual era sua opção de voto na última eleição. Não satisfeito, preferiu dar uma declaração a jornalistas e, mesmo sabendo que a matéria seria publicada no dia seguinte à entrevista, não revelou o teor a Presidenta Dilma Rousseff.

Como ministro, não teve capacidade de concluir a compra dos aviões de caça Rafale; perdeu espaço nas negociações jurídicas por incapacidade. Confidenciou a pessoas ligadas a ele que não ficaria muito tempo no cargo. Tchau!

Ontem, em evento no Planalto, foi tratado com frieza por sua superior. Se tivesse pedido demissão, seria aceita imediatamente. Prefere se arrastar no cargo por pura falta de modéstia. Já não há cerimônia quando o assunto é sua demissão, questão de horas.

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O título do post, entre aspas, refere-se a uma declaração do próprio Jobim, feita na homenagem a FHC, o nefasto, há pouco tempo. Usara estas mesmas palavras referindo-se ao governo atual. Ele negou a referência. Agora, servem para ele, sem dúvida alguma.

23/07/2011

MIDIA REACIONÁRIA PÕE A CULPA NOS “DE SEMPRE”.

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 7:47 PM

Para não perder o costume e visando a manutenção da falta de caráter, a revista ISTO É publicou matéria em seu site acusando a Al Qaeda de ter cometido os atentados em Oslo, na Noruega, ontem, que mataram quase uma centena de pessoas. Clique aqui para ler a mentira direto na fonte.

Resumindo, veja as imagens que tratam de associar as explosões nos prédios do governo e a chacina na ilha Utoeya a Ayman Al-Zawahiri, suposto sucessor de Osama Bin Laden.

Repare que a data da publicação é 22/Jul às 21h00, portanto, logo depois da tragédia ser divulgada pelas agências de notícias. A mesma matéria foi atualizada, entretanto, hoje às 15h35, (veja as setas na imagem), depois que a maioria dos jornais já davam como certa a participação de um norueguês, conforme dito pelas autoridades policiais da Noruega.

O jornalista que escreveu estas mentiras não assinou a matéria; jogou para o público a idéia de que os mesmos “de sempre”, terroristas árabes islamitas, são os responsáveis pelas mortes.

É, de fato, muito estranho a ISTOÉ deixar no ar a reporcagem. Mas até as 16h25 de hoje, a matéria continua no site da revista.

A intenção, pelo que se nota, é insistir na mentira, e não dar a menor bola para o leitor. Pior, trata quem lê a revista de idiota ao insistir na tese do terrorismo de origem árabe.

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Os atentados da capital da Noruega foram classificados de “tragédia nacional” pelo Primeiro-Ministro do país, Jens Stoltenberg, do Partido Trabalhista Norueguês. Em duplo ataque, foram detonados explosivos em um prédio público e, pouco depois, atingiram a tiros dezenas de inocentes que acampavam na ilha Utoeya, matando, até agora, 92 pessoas. Ainda há desaparecidos, e o número pode crescer.

Um suspeito foi preso próximo à ilha vestindo uniforme da policia, e identificado como Anders Behring Breivik, 32 anos, ligado à militância politica de extrema-direita. O porta-voz da policia local, Trine Dyngeland, disse acreditar na participação de um segundo terrorista, “apesar de não haver relatos concretos de um segundo atirador”.

Os ataques ocorreram com uma diferença de duas horas. Autoridades acreditam que Anders tenha detonado um carro-bomba e partido para o ataque à ilha, que fica a pouco mais de 40 quilômetros de distância. O prédio atingido era a sede do governo norueguês, onde fica o gabinete do Primeiro-Ministro. Ele não estava no momento das explosões. Diversas pessoas se feriram e, no mínimo, nove morreram no local.

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Como se vê na foto ao lado, publicada pela policia de Oslo, o suspeito é branco, cabelos loiros e olhos azuis. Em nada se parece com um fundamentalista islâmico da Al Qaeda.

Em sua residência, autoridades encontraram mensagens postadas na internet com claro conteúdo anti-islã além de material que comprova ser um fundamentalista cristão e ultradireitista.

Após o ataque na ilha, que durou mais de uma hora e meia, segundo relato de testemunhas à emissora pública NRL, o suspeito se entregou à policia sem opor resistência. Ele carregava duas armas.

21/07/2011

QUEM É CORRUPTO NO BRASIL?

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 8:08 PM

Ultimamente, tenho lido nos grandes portais – a verdadeira oposição – uma tentativa de incitação da população para um movimento anticorrupção. Uma reedição do ” Cansei!”, outrora articulado pela midia reacionária com apoio da classe média paulistana atrasada que pretendia derrubar o Presidente Lula.

O alvo, agora, é Dilma Rousseff.

Colunistas mostram-se indignados com a falta de reação do povo – sempre o povo! – em relação aos “escândalos” que, dia sim, dia não, esta mesma midia trata de difundir. Como se fosse um fenômeno recente e exclusivo do Partido dos Trabalhadores. Como se a própria midia corporativa – e seus articulistas, seus patrões e, até mesmo, seus leitores – fossem as pessoas mais éticas do planeta.

Calma. Não acuso a população de ser corrupta. Mas, que existe uma tendência a ” levar vantagem em tudo”, em todas as classes sociais, isso é inegável. Ou, se preferirem, a corrupção está tão culturalmente enraizada no subconsciente coletivo, que qualquer pessoa, diante da possibilidade de ganhar “algum” desonestamente, faz o que for preciso.

Semana passada, tomei um taxi em Recife para um trajeto de 30 minutos entre a Boa Viagem e o bairro dos Aflitos, próximo ao Náutico. O motorista, um jovem chamado Diego, falante e muito bem humorado, me disse, assim que entrei, que seu sonho era ser cantor. E cantou durante quase todo o percurso, criando um clima divertido – apesar de não ser nada afinado.

Ao final da corrida, disse que ser cantor conhecido só é possível para quem tem muito dinheiro para a divulgação de seu CD, porisso, sem qualquer escrúpulo, e como se fosse a coisa mais natural do mundo, confessou que se lançará candidato a vereador de Recife. “Se ganhar vou enricar, gravo meu CD e fico famoso”.

Diego, do alto de seus vinte e poucos anos, acredita que, sim, se pode roubar. Ele, e mais alguns muitos milhões de brasileiros. Ricos, milionários, pobres e classe média; qualquer um que pode dar uma “gorjeta” a um guarda de trânsito, ou furar a fila do ônibus, ou pedir uma Nota Fiscal no restaurante acima do valor, para reembolso da empresa. Pior, aquele empresário que sonega impostos ou suborna o fiscal da Secretaria da Fazenda … ainda, um jornalista que forja um depoimento ou favorece um delegado de policia para ter a melhor imagem de um “furo”… poderia citar muito mais!

É importante que a cultura da corrupção desapareça e se torne alvo de toda a sociedade.
Não são apenas os politicos os corruptos, mas a sociedade. Eles nos refletem por terem sido eleitos. E se você, leitor, achar que existem pessoas que não se corrompem na sociedade, deverá acreditar que nem todos os politicos são corruptos também.

Porisso, antes de acusar este ou aquele, é bom que cada um pense na sua própria conduta, ou saia às ruas gritando que “cansou”.

Vai fazer papel de bobo.

16/07/2011

E o barco vai afundando …

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 8:45 PM

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AFINAL, DEMOCRACIA É GARANTIA DE BEM ESTAR

E CRESCIMENTO ECONÔMICO?

 

A resposta é simples e óbvia: NÃO!

A crise econômica que afeta a Comunidade Européia e os Estados Unidos – maiores democracias do planeta – comprovam a afirmação acima.

Milhões de trabalhadores dos países mais democráticos do mundo estão, neste momento, afetados pela irresponsabilidade de seus governos, seja pela falta de emprego, seja pelo endividamento particular que cada um deles foi levado a produzir, via consumo capitalista.

Por outro lado, as Nações que demonstram maior poder de reduzir os efeitos da crise econômica atual são aquelas em desenvolvimento: Brasil, Russia, India, China e África do Sul. Destas, provavelmente apenas o Brasil seja plenamente democrático; mesmo assim, com sensivel atraso em relação a UE e EUA, visto que certas áreas, como saúde e educação, ainda não atingem a totalidade da população. E, convenhamos, ainda estamos engatinhando no quesito bem estar.

Russia, India, China e África do Sul são países ainda mais distantes da democracia pregada como ideal pela Europa e EUA; Russia, India e África do Sul vivem às voltas com tensões internas de grupos separatistas, religiosos ou étnicos isolados das decisões politicas, e a China, ainda comunista, não pode nem ao menos ser classificada como um país democrático na sua essência, que é a liberdade individual.

Então, qual a relação entre democracia e bem estar? Entre democracia e crescimento econômico?

Esta crise, grave – e, talvez, irreversivel do ponto de vista capitalista – demonstra a fragilidade do sistema. É tão antiga e previsivel que os governos do bloco europeu e dos Estados Unidos adotam medidas desde o pós-guerra fria para tentar frear o caos. Paradoxalmente, foram estas as medidas que nos colocaram à beira da falência do capitalismo, cuja lógica é o consumo e o livre mercado.

A não relação entre democracia e bem estar começa a ser defendida por alguns teóricos ocidentais. O inglês “Financial Times”, por exemplo, tenta desenhar um paralelo entre as crises norteamericana e européia que, históricamente, seguiram padrões distintos de desenvolvimento com democracia.

Enquanto a União Européia consolidou seu crescimento com certo intervencionismo estatal, com determinados benefícios para os assalariados e garantias na saúde e educação, os estadunidenses lastrearam seu desenvolvimento no livre mercado, na iniciativa privada e na flexibilização do mercado de trabalho. Ambos, entretanto, enfrentam as mesmas consequências de suas irresponsabilidades, e não sabem mais o que fazer!

Gideon Rachman, editor chefe do FT, disse que “o problema básico é o mesmo. Os Estados Unidos e a União Européia têm suas finanças públicas fora de controle e possuem sistemas politicos que não conseguem resolver o problema. A América e a Europa estão afundando no mesmo barco!”.

Em editorial, o francês “Le Monde” afirma que as democracias ocidentais deste começo de século XXI estão “todas gravemente endividadas. Além do mais, esse endividamento público precede a crise financeira de 2008-2009”. O momento atual parece ser o resultado de anos de práticas nocivas nas economias da Europa e dos EUA.

O que se apontava como a solução de todos os males – o mercado – acaba sendo o motor da derrota. Em determinado momento, os agentes econômicos privados acordaram para o mundo real, e enxergaram diante de si a falta de credibilidade que os governos capitalistas criaram. O endividamento além da capacidade de liquidação das dívidas gerou o medo de perder dinheiro, e os capitais começaram a circular de forma confusa, desconexa e arriscada atrás de lucros, ou para diminuir os prejuízos. Lei de mercado …

As seguidas guerras em que os países democraticos ocidentais se meteram desde meados do século passado tem significatica parcela de (falta de) responsabilidade nas consequências que hoje atingem o mundo. Engana-se quem pensa que só os EUA fizeram guerras. Na imensa maioria delas, pelo menos nas mais recentes, quase todos os paises europeus enviaram tropas e material bélico, além de Austrália e Canadá. A qual custo?

Chegamos ao ponto de ter que encontrarmos uma solução. E rápido. As populações que agora começam a sofrer graves danos econômicos – falta de emprego e perda de poder aquisitivo – parecem querer reagir. Não estão habituados a reduzir o consumo nem a perder o status quo. As interrogações quanto à definição do rumo a ser seguido pelos governos são imensas e o custo social, ainda maior.

Por enquanto, gregos, irlandeses, espanhóis e portugueses se manifestaram. Na França e Itália, timidamente. Ainda. E quando os norteamericanos notarem que passam por problemas, que terão de reduzir suas compras e seus desperdicios, como será a reação? Pior, tanto republicanos quanto democratas seguem a mesma cartilha capitalista, portanto, mudar de governo não muda a crise.

Os meios disponíveis para solução estão esgotados. Jogar dinheiro no mercado, reduzir taxa de juros a quase zero, interferir nas bolsas e nos mercados de futuros, criar barreiras alfandegárias, enfim, nada disso é capaz de trazer de volta a credibilidade que o mercado tanto deseja. Pelo contrário, coloca mais pulgas atrás da orelha de quem investe, pois aumenta o rombo nas contas públicas. E, notem, os discursos eleitorais dos chefes de Estado da UE e EUA prometem ainda mais recursos públicos para a população, inclusive Barack Obama que se comprometeu na reforma do sistema de saúde e ajuda aos mais pobres.

Como será, então, que vamos superar esta crise?

A única saída – e começa a existir um grupo de filósofos que expressam este sentimento – será o fim do livre mercado, um modo CAPITALISMO FLEX mais rígido, onde o controle dos meios de produção sejam mais efetivos, onde a quantidade de dinheiro investida seja proporcional à geração de riqueza do povo de cada Nação, bem diferente do que ocorre hoje. Leia aqui o que este blog falava ainda em 2009 sobre o comportamento dos EUA na economia.

Ainda assim, terão enormes dificuldades os países democraticos capitalistas para assumirem o fracasso do modelo. Quem acredita que um candidato americano irá dizer, OK, vamos ficar de olho nos investidores especulativos e nas empresas que não geram emprego mas tomam dinheiro do governo. Quem terá coragem para tanto?

Voltando para a economia interna do Brasil. O modelo escolhido pelos dois governos do PT é bastante diferente dos anteriores, e bem distante da Escola de Chicago e do Consenso de Washington. A China, idem. O mesmo para África do Sul, India e Russia, que optaram, como nós, para o crescimento interno com distribuição de renda.

O que assusta os neoliberais americanos e europeus é que nós, estes países que passam ao largo da crise, criamos meios de sustentar nosso crescimento e consumo; estamos trazendo para a economia aqueles que sempre estiveram à margem dela. Esse movimento gera crescimento interno, sustentável e seguro, enquanto o resto do mundo democrático e capitalista patina na onda da economia fora de controle.

Em certo momento, de uma forma ou de outra, a crise vai passar e a superação deixará lições. Mas é importante, desde já, sabermos que a democracia não está atrelada ao bem estar da população; que se pode, a depender das escolhas que se fazem, alcançar melhores resultados. E estas escolhas não podem estar amarradas ao capitalismo da forma que existe hoje.

Para finalizar, e para que fique bem claro o ponto de vista deste blog, o navio da democracia capitalista está afundando. A máscara atrás da qual o ocidente democrático capitalista se esconde vai cair; o que precisamos é ter liberdade o bastante para dar um basta na brincadeira de mal gosto em que nos meteram. A dáemocracia é um meio, desde que os povos mais desenvolvidos entendam que está na hora de repartir o que acumularam até hoje. É fundamental, mas deverá servir para produzir mudanças que coloquem os interesses coletivos na frente dos individuais; dos interesses de todas as Nações e não somente daquelas mesmas de sempre.

Porque, no capitalismo atual, a democracia tornou-se apenas um instrumento de compra de modelos econômicos que, comprovadamente, não funcionam mais.

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07/07/2011

BARRACO NO SENADO FEDERAL.

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 7:05 PM

O candidato derrotado nas ultimas eleições presidenciais, José Serra – freguês do PT – protagonizou um verdadeiro barraco na semana passada, em pleno gabinete do senador paranaense Álvaro Dias, em Brasilia.

Dedo em riste, aos gritos, tirou satisfações do deputado federal Marcus Pestana, mineiro, mas tão tucano quanto ele, por este ter supostamente falado mal de Serra em maio passado.

Na presença de mais de vinte pessoas, tom de voz alterado (para cima), disse que ” éramos amigos!”.

“Tá doido, Serra?”, respondeu Pestana sem pestanejar. (NdoR – desculpe).

A explicação pela fúria tucana deve-se ao empenho que Marcus Pestana teria feito para reconduzir outro candidato derrotado, Tasso Jereissati, à presidência do Instituto Teotônio Vilela – cargo cobiçado por Serra, que acabou sendo compensado com o comando politico do PSDB, cargo inventado para não deixar José Serra sem ter o que fazer da vida.

Mal agradecido!

Pestana foi o mais serrista dos mineiros, cujo dono do PSDB local é Aécio Caí-do-Cavalo Neves, inimigo número 2 de José Serra. (O inimigo número 1 é Lula, por tê-lo derrotado seguidamente). Mesmo assim, tratou o deputado de forma ríspida e sem qualquer educação na frente de inúmeros correligionários.

– “Se eu apresento recortes de jornais vou te deixar constrangido”, continuou Serra, e finalizou o entrevero com um “… sossegue agora!” ainda mais deselegante.

Este blog recomenda chá de semente de sucupira como calmante ao derrotado Serra, freguês do PT.

Estas sementes são facilmente encontradas em casas de produtos naturais

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Fontes da notícia – O Globo e UOL.

 Obs – Chá de semente de sucupira também é um santo remédio para a coluna.

Coluna dorsal, quis dizer!

02/07/2011

Um Zé chamou o governo de incompetente.

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 11:15 PM

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 Um tal Zé da Serra publicou uma carta que, em sonho, seria consenso entre os dirigentes de seu partido. O comando, entretanto, recusou aceitar aquilo que o tal Zé escreveu. Ele postou no seu site; o presidente da sigla disse assim: “ O partido não tem uma manifestação sobre isso”.

Para resumir o que o tal Zé da Serra disse – a leitura é chata, longa e cheia de erros de português – este blog fez um resumão, a seguir.

Ø     Paulistas de São Paulo, saibam que o povo brasileiro foi burro ao eleger aquela  mulher para o cargo de Presidente da República; ela é lenta e não faz as coisas que eu gostaria que fizesse.

Ø     O PT é um partido corrupto que não saberá construir o Trem-Bala.

Ø     Se fosse eu, criaria emprego para todos, mas emprego de qualidade, não esta merreca que Dilma Rousseff está criando.

Ø     Lula fez um péssimo governo. Não entendo como o povo burro do Brasil o elegeu duas vezes, e sua sucessora. Como prescindiram de mim, um homem tão capacitado?

Ø     A Copa do Mundo será um fracasso; os aeroportos são um caos.

Ø     O PT vai acabar com as indústrias no país e o povo será obrigado a se tornar agricultor.

Ø     As alianças políticas externas do PT são a clara manifestação da negação dos Direitos Humanos. Ao invés de darem os braços para os norteamericanos, preferem Ahmadinejad.

Ø     A oposição não pode deixar esmaecer a ideologia da militância, nem discutir, agora, as alianças para as próximas eleições.

Como se pode perceber, a bolinha de papel produziu estragos na cabeça do tal Zé.

Ele, ainda, cita os finados Paulo Renato e o ex-Presidente Cardoso, o invejoso e moroso, como exemplos de homens públicos. Dos seus pares vivos, nada.

Talvez a única frase certa que ele soube produzir foi em relação à militância, que esmaece a cada eleição perdida.

Junte todos os militantes numa Kombi e dê uma volta. Quem sabe um pouco de ar fresco no rosto pode servir para reanimar a tucanada …

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NdoR – por erro, mencionei FHC como finado. Não é. Mas pouca gente percebeu.

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28/06/2011

CUSTO OU LUCRO BRASIL?

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 6:17 PM

Pesquisa prá lá de interessante realizada pelo banco inglês Morgan Stanley revelou um dado importante e pouco comentado: a margem de lucro no Brasil.

Adam Jonas, responsável pela pesquisa, afirmou que a margem de lucro das montadoras no Brasil, por exemplo, é 3 vezes maior que a de outros países.

Citou um exemplo.

Calculou a margem de lucro adicional no Honda City LX, produzido no interior de São Paulo, quando exportado para o México. Alcançou a importância de R$ 15,5 mil de lucro extra para a montadora Honda do Brasil. Sem contar que no veículo exportado há alguns ítens de série adicionais.

O que disse a Honda sobre isso ao ser consultada? “Não fala sobre o assunto”, foi a resposta.

É comum a grande imprensa e os órgãos patronais dizerem que a carga tributária e o alto custo da mão de obra no Brasil são impeditivos. É um discurso antigo que pretende retirar custos apenas do governo e dos trabalhadores.

Outro exemplo, sempre falando de automóveis, parte importante na construção do PIB brasileiro:

De 1997 para cá, os critérios de taxação sobre veículos foi alterado. O carro popular 1.0 teve acréscimo de 0,9 ponto percentual na composição do imposto a pagar mas, nas demais categorias, o imposto diminuiu. Um carro não popular a gasolina paga, em média 4,4 pontos percentuais a menos; no segmento luxo, o imposto caiu 0,5 ponto no carro a gasolina e 1 ponto no modelo à álcool/flex.

Ainda, durante a crise financeira mundial, o governo brasileiro retirou carga substancial de impostos sobre carros 1.0, entre dezembro de 2008 e abril de 2010, mas grande parte deste desconto não foi repassado para o consumidor final, aumentando o bolso já gordo das montadoras estrangeiras no Brasil.

Como sempre acontece, a choradeira maior é de quem pode mais. A eles é dada a voz que o trabalhador não tem. É fácil querer retirar dos outros para aumentar as vendas – e as margens de lucro – enquanto se está pensando só no próprio umbigo.

Para entender melhor, façamos um raciocínio simples e lógico: quando foi criada a CPMF, no governo tucano, os empresários gritaram e aumentaram preços, repassando para o consumidor esta carga adicional. Entretanto, quando foi retirada a mesma CPMF, já no governo Lula, você, caro leitor, viu, soube, ou ouviu falar de algum produto que teve seu preço reduzido pela diminuição do imposto?

Não?

27/06/2011

CRÔNICA DA TRAIÇÃO NA FAVELA.

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 12:19 AM

Diz que Seu Fernando andou se engraçando com Dona Miriam no tempo em que ele ainda nem era secretário da Associação de Moradores do Morro da Realeza, no subúrbio. Era bastante conhecido, na época, bem casado e pai zeloso de três filhos. Um exemplo de bom marido na comunidade.

Ao se ver embuchada, Dona Miriam correu para o patrão. Pediu ajuda, ameaçou. Seu Roberto, dono do jornal do bairro, se enfureceu. Ele não queria que ela abrisse o bico; devia favores a Seu Fernando e chamou Dona Miriam para um conversório no particular. O encontro foi no barraco de Seu Itamar, presidente da Associação.

Vizinhança ouviu gritos e xingamentos, depois, o choro de uma mulher. Lá pelas tantas, Dona Miriam foi vista saindo do barraco com uma pequena mala, pouca coisa. Nunca mais apareceu por aquelas bandas, foi embora sem nem levar o jogo de sofá que havia acabo de comprar à prazo.

Seu Fernando ligou para compadre Roberto, que atendeu em sua pequena sala, ao lado da pilha de papel jornal. Espaço apertado, não podia falar como queria. Havia mais gente na redação e estavam fechando a edição semanal.

– Fica calmo, tudo vai dar certo. Daqui não sai nada. Cuida pra teu povo se calar também.

Recado dado. Seu Fernando sentiu alívio. Podia confiar. Desceu o morro e foi beber com os amigos. Ficaram no pagode até de manhã, quando a luz do sol bateu no beco de entrada da favela. Seu Fernando subiu para casa.

No cômodo das crianças, entrou em silêncio. Passou a mão no cabelo de Bia e de Lu, suas filhas, que dividiam o mesmo colchão; parou para olhar o rosto de Paulo Henrique, seu filho, que dormia profundamente no colchonete, no chão. Por um instante, quase chorou. Conteve a lágrima e saiu sem fazer barulho.

– Já acordada, Rutinha? Vê se dorme, mulher. – disse para a esposa que abria os olhos.

– Vou levantar. Tenho roupa pra lavar! – ela respondeu, bocejando.

Depois de ter sido secretário de Seu Itamar, Fernando acabou conquistando a cadeira de Presidente da Associação. Foi uma festa grande, com muita cerveja, muitos amigos, muita badalação; ele sempre soube que teria esse cargo, fazia por merecer. Tinha trazido luz elétrica para o Morro da Realeza através de um amigo vereador. Seu Roberto ajudou muito fazendo propaganda em seu jornal.

Assim foi que Seu Fernando ficou famoso. Até reformou o barraco que vivia e mandou os filhos estudarem em colégio do centro da cidade. Rutinha, que não gostava de aparecer, era quem preparava os discursos do marido quando ele, lá do alto do Morro, falava para a comunidade.

O tempo foi passando.

De vez em quando, um recado do compadre Roberto o deixava nervoso. Era sempre a mesma coisa. Dizia que o açougue e a lavadeira cancelaram a propaganda no jornal do bairro, que estava passando necessidade e mal dava pra pagar o papel e a tinta. Lá ia Seu Fernando mandar algum anúncio da Associação, nem que fosse apenas para dizer que no dia da Padroeira do Morro da Realeza a Associação faria uma macarronada coletiva para todos os moradores. Ficava incomodado com a situação, mas sempre cedia.

Uma noite, poucos dias antes de morrer, seu Roberto quis que seu compadre conhecesse o filho de Dona Miriam. Foram de ônibus por mais de 200 km até chegar num vilarejo onde Dona Miriam vivia. Era um casebre simples, mas não faltava nada nem a ela, nem a Tomás, o filho deles.

Depois da morte de Rutinha, Seu Fernando se entristeceu. Já não era mais tão importante na comunidade; seus filhos estavam crescidos e seus amigos, muitos deles, o haviam esquecido. A comunidade do Morro da Realeza, agora, vivia tempos de mais prosperidade; o novo presidente trouxera água e asfalto; até um posto de saúde havia sido construído por lá. Seu Fernando sentia-se velho e abandonado; pouca gente costuma ficar no alto do Morro para ouvir seus discursos.

Foi atrás de Tomás quando o garoto se formou no colégio. Dona Miriam ficou feliz. Decidiu assumir o menino; queria, de novo, ser chamado de papai. Contou para todo mundo da favela que tinha um filho. Disse que não tinha contado antes para não magoar Rutinha. Já não fazia muita diferença na comunidade o que ele tinha a dizer.

Os filhos de Seu Fernando não gostaram da notícia. A casa de três cômodos que eles moravam teria mais um dono. A TV de 32 polegadas e a geladeira duplex era só deles.

Ameaçaram ir ao programa do Ratinho pedir exame de DNA. Seu Fernando não gostou. Seus poucos amigos deram conselhos; era melhor fazer o tal exame para que Dona Miriam não ficasse mal vista. Ele concordou. Foi ao posto de saúde. Marcaram para apanhar o resultado em quinze dias.

Chovia na tarde em que Seu Fernando sentou na parte mais alta do morro. De lá, podia ver o tamanho da comunidade e a quantidade de novos barracos que chegaram com o progresso. A cobertura sobre sua cabeça deixava gotas de água molharem seu parco cabelo. Ele lembrou de Rutinha e dos discursos que ela escrevia quando ele subia para falar para seu povo. Era um tempo bom, quando seus amigos o admiravam e ele era querido.

Rasgou o envelope que acabara de buscar no posto de saúde. De dentro, retirou um papel. Havia muita coisa escrita; esfregou os olhos e colocou os óculos para começar a ler. A chuva quase molhou o papel, mas ele se inclinou para apanhar a luz que vinha do poste acima dele e desviou da água. Sentiu um nó na garganta e vontade de chorar. O papel dizia que Tomás não era seu filho.

Levantou dali e, silenciosamente, a passos lentos, foi descendo os degraus que o levariam para casa. Precisava beber aquela cachaça que estava escondida na penteadeira.

Ouviu um grito vindo da casa de Dona Joana, a faxineira do Posto de Saúde. Virou-se para olhar e viu a boca desdentada dela, que sorria, e dizia sem bem alto e sem parar:

– Olha o corno, gente, olha o corno ali!

Todo mundo na comunidade riu dele. A cada degrau que descia, mais vozes repetiam o que Dona Joana acabara de dizer. Velhos e crianças que ali estavam também riam dele, apontavam o dedo enquanto ele passava. Até que ele entrou em seu barraco de três cômodos e bateu a porta.

Seu Fernando precisava ficar só.

18/06/2011

A desonestidade de parte da elite intelectual.

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 6:44 PM

A QUEM PERTENCE A DEMOCRACIA

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A julgar pelos comentários de alguns personagens da ciência política, o dono da DEMOCRACIA é o ex-presidente FHC, o nefasto!
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Instalados à direita, certos pensadores parecem ter perdido a memória. A recente História do Brasil produziu, nos últimos 30 anos, momentos conturbados na vida política. Entretanto, os nomes citados abaixo querem nos fazer acreditar que seu guru máximo foi um estadista.
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José Arthur Gianotti disse que FHC deixou um legado indiscutível.
José Augusto Guilhon de Albuquerque disse que FHC trouxe para a política a elite intelectual.
Celso Roma disse que as críticas ao governo FHC são retórica.
Marco Antonio Villa disse que FHC produziu um legado que só está sendo redescoberto agora.
Leôncio Martins Rodrigues disse que FHC conseguia aglutinar e organizar os colegas e, ainda, que fez uma coisa extraordinária ao dar posse a Lula, seu grande rival político.
José Álvaro Moysés disse que FHC é responsável pela recuperação da dignidade da política na forma aberta e tolerante com adversários.
Enfim, entre os amigos sociólogos, historiadores e cientistas políticos, a afirmação é de que FHC, o nefasto, criou a moeda forte (Plano Real) e a Democracia.
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Vamos lá, cavalheiros da elite intelectual brasileira. Vamos à biblioteca reler um pouco da História do Brasil pós ditadura. Procurem pelas DIRETAS JÁ e encontrarão centenas de nomes que organizaram um dos maiores movimentos populares do século XX. Ulysses Guimarães, o símbolo das diretas, talvez tenha sido o ícone da luta para instalação de eleições livres. Entre eles, Dante de Oliveira, Tancredo Neves, Orestes Quércia, Luis Inácio Lula da Silva, Mario Covas, Franco Montoro, Miguel Arraes, Leonel Brizola, Eduardo Suplicy, José Genoino … e tantos outros que nunca se disseram donos da Democracia.
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Aliás, o nefasto FHC é uma das figuras mais apagadas do movimento contra a ditadura militar. No pior momento dos anos de chumbo, ele esteve exilado no Chile e na França, onde mergulhou na vida acadêmica. Saiu dos bastidores apenas em 1978, quando o General João Batista Figueiredo estava no poder e iniciava o processo de abertura política.
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Continuem a busca, nobres representantes da elite intelectual comprometida com o atraso. Leiam como FHC foi eleito Senador nas costas de Mário Covas e passem a ler sobre o período em que o nefasto, presidiu o Brasil. Para facilitar-lhes o trabalho, foi de 1995 a 2002.
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Teve como vice a figura de Marco Maciel – Governador biônico de Pernambuco, presidente da Câmara dos Deputados no período do General Ernesto Geisel, presidente da Petrobras no governo do General Emilio Médici, Ministro da Cultura e Chefe da Casa Civil de José Sarney.
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Em seu primeiro mandato, foi aliado de Antonio Carlos Magalhães, José Sarney – que hoje é apontado pelos tucanos com corrupto, ao estar do lado do PT – Luiz Otávio, José Roberto Arruda, Jorge Bornhausen, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, e tantos outros pouco amantes da Democracia.
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Caso não lembrem, foi o nefasto FHC quem criou a emenda para sua reeleição, sob acusação de compra de votos; foi quem inventou o PROER – programa de ajuda financeira a bancos; quem superdesvalorizou a moeda logo após assumir o segundo mandato; quem trouxe para o governo parte da intelectualidade mas deixou de fora os movimentos sindicais e sociais; quem foi acusado pelo jornal alemão Der Spiegel de receber 200 milhões de dólares de propina para a concessão da Usina Hidrelétrica de Itá … quem arquivou dezenas de pedidos de abertura de CPI por corrupção em seu governo.
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Lembram-se do dia 26 de Agosto de 1999, data conhecida como a MARCHA DOS CEM MIL? A manifestação de milhares de pessoas em Brasília protestando contra a corrupção que uniu todos os partidos de esquerda e Sindicatos?
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Podem elogiar FHC por sua produção literária.
Mas é desonesto colocá-lo na lista de democratas só por ter passado a faixa presidencial ao vencedor das eleições de 2002, Luis Inácio Lula da Silva, ou por ter mantido a estabilidade econômica do Brasil. Todos nós sabemos o custo da manutenção do Real como moeda estável; conhecemos os caminhos neoliberais escolhidos pela turma do Consenso de Washington; a Nação brasileira foi terrivelmente prejudicada pelas privatizações irresponsáveis planejadas e executadas pelos amiguinhos de FHC e a sangria deliberada do patrimônio brasileiro resultado desta farra desmedida.
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O hoje octagenário e nefasto FHC já tem seu lugar reservado na História do Brasil. Ao lado dos menos democratas, na galeria dos medíocres que mantiveram o país no atraso social.
Felizmente, esta era já acabou!

15/06/2011

RISCO BRASIL EM QUEDA LIVRE

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 8:45 PM

O Ministro da Economia, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira que a taxa de risco do Brasil é menor que a dos Estados Unidos. Pela primeira vez!

Investidores estrangeiros avaliam o risco à partir do CDS  – Credit Defalut Swaps – uma espécie de seguro contra o risco de devedores não pagarem suas dívidas. O CDS brasileiro fechou 2010 em 41,2 pontos, enquanto norteamericano, em 49,7.

No capitalismo, o risco do investimento é a alma do negócio. Quanto menor, mais rentável é o retorno. O desempenho e a administração de nossa economia, nos últimos anos, tem mostrado a capacidade deste governo de manter nossas contas equilibradas, proporcionando crescimento econômico e confiabilidade.

Não é à toa que nossa economia segue crescendo, apesar dos problemas vindos de fora. As crises na Europa parecem afetar muito pouco nosso país; o projeto de inclusão interna, trazendo para o mercado consumidor milhões de brasileiros, marca do governo Lula do PT, mostra que a escolha está correta.

O “segredo” da distribuição de renda e geração de emprego está fortalecendo o Brasil. A Presidenta Dilma Rousseff, atenta à sociedade, mantém e amplia os projetos do governo anterior, na linha do crescimento interno. Apesar do mau agouro da turminha do contra – imprensa aliada à direita conservadora.

10/06/2011

Sobre Cesare BATTISTI

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 8:15 PM

A DERROTA DA MIDIA

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Se, na postagem abaixo, à respeito de Antonio Palocci, a midia brasileira comemorou vitória, desta vez esta mesma imprensa chora uma derrota.

Grande parte do jornalismo brasileiro comprometido com o atraso atacou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que libertou o ativista italiano Cesare Battisti. As considerações dos Ministros que votaram à favor da liberdade, e venceram pelo placar de 6X3, foram claras: o governo italiano não pode interferir na alta corte para rever uma determinação do Presidente da República.

Parece bastante óbvio. Como bem explanou o Ministro Joaquim Barbosa, apreciar o pedido de anulação do decreto presidencial seria como, numa comparação com o asilo concedido pela Embaixada Brasileira em Honduras, quando do golpe militar daquele país, ao Presidente deposto, Manuel Zelaya, que algum país latinoamericano entrasse com pedido de revisão do asilo junto ao STF, na esperança de impugnar a medida.

Ficou claro, portanto, que a soberania do governo brasileiro deve ser respeitada. Seja pela Itália, Honduras, ou qualquer país que decida se intrometer em nossos assuntos internos. O STF, em vista da decisão por maioria, expediu o mandato de soltura de Battisti, que ganhou a liberdade logo após o encerramento da sessão.

O lado cômico da história foi a repercussão que a midia derrotada deu ao resultado.

Continuam a tratá-lo como terrorista e demostram um rancor incabível, mesmo diante da decisão da alta corte. Pode se esperar que continuem os ataques ao ativista que, mesmo em liberdade, deve continuar a ser perseguido.

Este blogueiro sujo teve a oportunidade de assistir, ao vivo, trechos do julgamento através da TV Justiça. Vi e ouvi as considerações dos advogados de defesa, que pareceram bastante convincentes em seus argumentos. Vi e ouvi a exposição do ministro Gilmar Mendes e, também, de Cesar Peluso (não acompanhei Elen Grace), e seus olhares fulminantes aos demais colegas demonstravam a iminente derrota de suas posições. Tanto Mendes quanto Peluso, cada um a sua vez, discorreram sobre a necessidade de o Presidente da República ter seus atos julgados – o que é prerrogativa do Judiciário – mas não levaram em conta o pedido feito por nação estrangeira, o que é completamente diferente.

Fica, aqui, o registro do histórico momento da libertação de Cesare Battisti pelo STF.

Uma vitória da democracia e dos direitos individuais. Há que se reconhecer a atitude dos 6 Ministros que votaram à favor da verdade.

Apesar da midia.

07/06/2011

Sobre Antonio PALOCCI.

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 6:48 PM

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A VITÓRIA DA MIDIA

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Bombardeio diário em todos os jornais e TVs ligadas à direita.

O alvo: um possivel candidato ao governo do estado de São Paulo em 2014 e, posteriormente, ao cargo de Presidente da República em 2018.

Antonio Palocci já foi vítima desta armação midiática no primeiro mandato de Lula. Foi derrubado por ter supostamente quebrado o sigilo bancário de um caseiro. Agora, através da quebra de seu sigilo fiscal – provavelmente feito pela Prefeitura de São Paulo, cujos dados sobre seu faturamento geraram Imposto Sobre Serviços (ISS) – cai outra vez.

O erro de Palocci está em ceder à pressão da parte da imprensa comprometida com o projeto neoliberal que manteve o Brasil no atraso. Renuncia ao cargo de Chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff por não suportar as acusações.

De certa forma, assume o crime. É como se estivesse confessando ter praticado malfeitos.

De nada adiantou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter arquivado todos os pedidos de abertura de processo contra o Ministro da Casa Civil, alegando falta de provas, falta de indícios concretos da prática de crime.

Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio prestando, segundo ele próprio disse, consultoria privada. Não há qualquer relação de seus ganhos com o dinheiro público; empresas pagaram por seu trabalho e ele declarou seus ganhos e recolheu os impostos. Onde está o crime? Onde está a falta de ética?

Palocci mostrou-se fraco! Deveria ter resistido e assumido o bombardeio. A desculpa que sua permanência enfraqueceria a Presidenta Dilma não serve; ela se enfraquece ao ter que mudar seu quadro de colaboradores antes de seis meses de mandato, e permite que se cole na imagem de seu Ministro a fama de corrupto.

Parte do Partido dos Trabalhadores colocou-se à favor da demissão de Palocci. Entre outros, deputados da bancada paulista do PT divulgaram posições contrárias à permanência do Ministro no governo federal.

Medo de competição em 2014?

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06/06/2011

CQC EM PÂNICO – humorismo covarde

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 10:05 PM

O texto abaixo é de autoria de Ruy Castro, publicado no blog de Marcelo Tas como comentário.

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Eu me encontrei por acaso com Marcelo Tas semanas após a badalada estreia do CQC, há uns três anos. Na despedida, brinquei: diante do sucesso, cuidado para não entrar em pânico. Ele não gostou da piada.

Talvez porque ele fosse o alvo da brincadeira, talvez por não gostar da ironia alheia. Tanto faz, é a mesma coisa. O fato é que o trocadilho era bom. E se mostrou muito pertinente.

Logo de cara, não me deixei levar pelo entusiasmo dos que viam no programa da Band um exemplo de juventude e inteligência a serviço do humor e do jornalismo.

Primeiro, porque nem as duas primeiras nem os dois últimos costumam se misturar. Segundo, porque nada disso prospera na TV. Foi questão de tempo para que a máscara caísse.

Não a máscara de palhaço, porque esse nobre papel a notória vaidade dos integrantes do programa jamais permitiria assumir. Eles não estão lá para divertir ninguém, mas para se divertirem. Custe o que custar.

Parafraseando Ferreira Gullar, o humorismo não foi feito para humilhar ninguém. Eu, particularmente, não vejo graça em pessoas serem expostas ao ridículo. Fico indignado, apenas.

E o CQC repete esse truque à exaustão. É sempre a mesma piada, com os mesmos personagens, semana após semana. Um porre, portanto. Há quem viva bêbado, e os que gostem de se sentir assim, bem sei. Ainda mais se as vítimas dessa embriaguez forem pessoas poderosas. Já que políticos nos ferram tanto, eles que se ferrem também. Poderia até ser, mas não é o caso.

Seria, se esses paladinos do humor brasileiro realmente enfrentassem os corruptos, os demagogos e os canalhas. Mas não. Tirando raríssimas exceções, quem vai para o cadafalso são insignificantes figuras do terceiro escalão das mazelas deste país.

Funcionários públicos de carreira, prefeitos de cidadezinhas, assessores e aspones, sub-celebridades que merecem mais piedade que desprezo. É essa a fauna que alimenta o apetite do programa em parecer inovador e corajoso.

Lamento, mas acho que o humorismo que eles fazem é covarde. E o jornalismo é de tocaia. Induções a erro, armadilhas. Caçadores de cabeça, quase mercenários.

Sintomática é a profusão de merchandisings. Todos muito bem feitos, criativos, dinâmicos. Diria até que é o que há de mais ousado. Talvez saibam fazer dinheiro mais do que provocar risadas.

Ok, normal. Hoje em dia, todo mundo quer ganhar uns trocados. Milhões de trocados, de preferência. Ainda mais tirando uma da cara dos outros.

A edição, não há dúvidas, é o que dá sustentação ao programa. Moderna, ágil, esperta. Aqueles narizes de Pinóquio, as bochechas vermelhas, as marteladas na cabeça, quase sempre são esses efeitos gráficos que nos levam a esboçar algum sorriso.

Mas esses recursos de pastelão são também essencialmente desonestos. O entrevistado não tem como se defender. Pode estar falando algo digno, mas que sucumbirá a uma torta na cara. E as piadas, convenhamos, são tristes. Alguns exemplos:

“Será que o Lula, como pai solteiro do PAC, vai molhar a chupetinha numa pinga pra relaxar a criança?”

“É aqui a reunião da máfia? “, perguntam a um parlamentar, na porta da festa de aniversário de José Dirceu, que “deu o primeiro pedaço de seu bolo de aniversário a Belzebu.”

“Cid Moreira é um dinossauro vivo da TV brasileira.”

“Ronaldo Ésper incendeia a rosca”.

Ao vivo, o jogador santista Paulo Henrique Ganso não confirma sua ida ao Corinthians antes da transferência para a Europa. Um dos moços da bancada diz, soberano:

“É como se falassem para o príncipe William: Tudo bem, você pode casar com a gostosa da Kate, mas primeiro tem que dormir seis meses com a Regina Casé”. Não é hilariante chamar uma mulher de feia?

Numa festa, o “repórter” fica esculachando anônimos alcoolizados. Quando chega a Andrea Beltrão, lambe a atriz como se fosse um fã. Diante do ator Paulo Cesar Pereio, fica miudinho. Quanta rebeldia, né?

Não é justo esquecer as pérolas que Danilo Gentili e Rafinha Bastos desovaram em seus respectivos twitteres. São perversidades antológicas:

“Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que chegaram perto de um metrô, foram parar em Auschwitz”.

“Aê, órfãos! Dia triste hoje, heim?”, em pleno Dia das Mães.

Sem comentários. Eu não consigo rir de nenhuma dessas maldades. Para mim, isso tudo simplesmente não é engraçado. É mau gosto, grosseria, apelação ou deselegância. Apenas.

Não é o caso de fazer patrulha contra esse anedotário chinfrim. Se alguém quer sintonizar na deles, bom proveito. Deve haver quem goste, com certeza.

Mas já deu tempo de colocar algumas coisas em seus devidos lugares. O CQC é um programa reacionário, despolitizante, preconceituoso, repleto de piadinhas infantis.

Não por acaso, deu voz ao extremismo de Jair Bolsonaro, quando foi distorcida uma de suas respostas. Conseguiu insultar até Renan Calheiros (ao compará-lo canhestramente a Fernandinho Beira-Mar). Aposta na incivilidade. Criou monstrinhos que saem por aí fazendo molecagens.

Não é verdade que se pode fazer humor a qualquer preço, custe o que custar. O próprio lema já é de dar calafrios. E não é nem um pouco engraçado.

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Diz tudo. A nós, audiência, resta mudar de canal.

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Só para deixar registrado: hoje, este blogueiro sujo deixou duas mensagens no blog do Tas, ambas assuntando se ele seria homem de postar sobre a Slut Walk – Marcha das Vadias -, ocorrido semana passada em frente ao teatro onde Rafinha Bastos se apresenta, em São Paulo.

Meus dois comentários foram censurados, até este momento.

É bão quando é no dos outros …

14/05/2011

O CORPO DE Bin Laden

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 6:59 AM

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O blog SANDÁLIAS DO PIRATA teve acesso exclusivo a documentos pirateados por WiKinsanitY, um site parceiro. A forma como foram conseguidos os documentos não foi revelada. São de diversas origens, de vários países, que envolvem personalidades do cenário nacional e internacional.

À partir de hoje, passaremos a transcrever os primeiros grampos telefônicos, mantendo resguardado nosso direito de sigilo de fonte.

Boa leitura.

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TRANSCRIÇÃO UM

– Comandante, Águia UNO, pode me escutar?

-Prossiga, oficial.

– Tivemos uma acidente … (inaudível) … nosso helicópetro …

– O que aconteceu? A comunicação está ruim.

– O corpo, Comandante! Nós o perdemos!

– Repita! Águia UNO, repita!

– Durante o vôo … caiu no mar! … (inaudível) … a dois mil pés. Nós o perdemos!

– Como caiu? O que você está me dizendo?

– Foi um acidente, Comandante! A porta estava aberta e ele não estava amarrado … (inaudível) .. uma forte corrente de vento deslocou a aeronave … ele caiu no mar, Comandante!

– Você quer que eu diga isso ao Presidente? Estão todos na Casa Branca esperando notícias … imbecil! …

– Não senhor, Comandante! Revoamos o perimetro da queda, não encontramos vestigio algum … deve ter submergido …

– Quer que eu ligue para o Presidente Obama e diga que nossos homens perderam o corpo de Bin Laden? Isso vai lhe custar caro, Águia UNO. Volte para a base e aguarde instruções.

A COMUNICAÇÃO É INTERROMPIDA ABRUPTAMENTE.

TRANSCRIÇÃO DOIS

– Secretário, uma tragédia … tenho um comunicado … o Presidente não vai gostar.

– O que é, Comandante? A operação não teve baixas do nosso lado! Que tragédia?

– O corpo! Deixaram cair no mar! Não o temos!

– Isso não é hora de piadas, Comandante! A informação era que estávamos com o corpo a bordo do Porta-Aviões! O que quer dizer “deixaram cair no mar”?

– O helicóptero não pousou com o corpo … eles o perderam, Secretário, a porta estava aberta … caiu a dois mil pés … escorregou … não há sinal de Bin Laden no mar!

– Este canal é seguro? Quem mais sabe disso?

– É seguro, Secretário. Águia UNO acaba de confirmar … nós dois, agora … a tripulação do Porta-Aviões sabe … quais as instruções?

– Fale com o Almirante imediatamente! Comunique à imprensa que fizeram um funeral muçulmano em respeito aos árabes … que … como são enterrados os muçulmanos, Comandante?

– Servi nas tropas da ONU na India, Secretário … lá vi jogarem os corpos no rio e …

– Ótimo! Ligue para a CNN, fale com nosso amigo, diga para o Almirante confirmar … funeral muçulmano … atiramos o corpo ao mar! Rápido … vou voltar para a sala e dizer ao Presidente Obama que … reze para ele engolir, Comandante …

FIM DA COMUNICAÇÃO.

Fonte: WiKinsanitY.

Tradução: Pirata

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11/05/2011

A TUCANAGEM TUCANOU!

Filed under: POLITICA — julio pegna @ 6:17 PM

Avenida Angélica esquina com Rua Sergipe. Endereço nobre da capital de São Paulo.

Bairro rico chamado de Higienópolis – de higiene? – onde vive gente VIP.

O governo do estado idealizou uma estação da linha 6  – laranja – do metrô no local, provavelmente para atender os trabalhadores domésticos da região. Empregadas, porteiros de prédio, faxineiros, enfim, gente que não usa carro para seu deslocamento.

Mas a gente VIP do bairro fez pressão. O governador Geraldo, tucano, cedeu.

 A Associação Defenda Higienópolis não gostou da idéia de movimentação de “gente diferenciada” pelas redondezas, alegando que o entorno se transformaria em camelódromo …

O projeto inicial apontava grande demanda de passageiros no local, porisso a configuração da estação original prevista para a Avenida Angélica. Depois do abaixo assinado com 3500 assinaturas do “povo higiênico”, mudaram o projeto para a Praça Charles Muller. Em frente ao Estádio do Pacaembu.

Não é a primeira vez que Geraldo tucanou.

Em 2005, ele mesmo mandou arquivar o projeto de construção da estação 3 Poderes da linha 4 – amarela – no bairro do Morumbi, também por pressão dos cheirosinhos.

Tucanagem corre solta, tucanando sem qualquer indicio de vergonha na cara!

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